Porque nos cobramos uma felicidade virtual?

Porque nos cobramos uma felicidade virtual?

Tem dias em que você começa a se perguntar onde se encontra naquele momento, o porquê das situações pelas quais está passando, sempre comparando com as expectativas que tinha para aquele determinado momento.
Nestes dias, você pode se sentir pra baixo e os motivos podem ser muitos. Talvez esteja trabalhando em algo, em algum lugar, ou com uma equipe que não lhe fazem bem, não despertam seu interesse em crescer profissionalmente. Talvez sua conta bancária não esteja lá aquelas coisas e, principalmente, longe do que você esperava nesta altura da sua vida. Já estamos acostumados a nos cobrar de uma forma tão dura, que aos vinte e poucos anos esperamos ter vários zeros à direita no nosso saldo bancário. Quando chegamos próximo dos trinta ou quarenta, nos sentimos completamente perdidos se, por algum motivo, não temos o que esperávamos ter ou, mais importante, não somo quem esperávamos ser. Pode ser a casa dos sonhos, o carro novo, mais viagens de férias, uma posição desejada na empresa, o relacionamento ideal: queremos só felicidade e dias bons.

Hoje em dia, temos ainda mais ferramentas que nos colocam em constante comparação com outras pessoas, reforçando o sentimento de fracasso ou de que certamente fizemos algo de errado. A vida das outras pessoas vai sempre parecer mais interessante do que a sua nas redes sociais. Quantas viagens legais, lugares interessantes, pessoas bonitas ao redor, looks incríveis, festas e amores pra vida toda…Fica parecendo que só você precisa de maquiagem, discute com seu namorado e fica sem grana no final do mês. Em outras palavras, temos que lidar não somente com a pressão que nos colocamos naturalmente, como também com a ideia irreal de que a vida deveria ser mais parecida com o que vemos nas telas – de cinema, de TV ou de nossos computadores. Você deve até ter lido sobre um estudo divulgado no mês passado, que comprovou: ver os comentários felizes de nossos amigos no Facebook pode nos deixar tristes (confira aqui: http://www.theguardian.com/commentisfree/2014/jul/02/facebook-study-emotions-friends-totally-wrong).

Passamos horas admirando e cobiçando a felicidade alheia, que a nossa própria pode passas despercebida. A crescente necessidade de sermos aceitos pela sociedade, com todas as regras que ela impõe, faz com que andemos em cima de uma linha, muitas vezes sem graça e até sem sentido. Quem disse mesmo o que é certo ou errado?
Não há nada de errado em querer mais para sua vida e, na verdade, este é mesmo o sentido de tudo. Sempre buscamos nos superar, crescer, aprender, aproveitando tudo que o mundo tem a oferecer. Mas não seja tão duro consigo mesmo, não compare sua vida com a de mais ninguém. O que faz a vida interessante não é desejar algo que outro alguém possui, e sim, encontrar o que te faz bem, entendendo que nossas necessidades são diferentes.

Leve a vida de uma maneira mais leve, dê um tempo nas redes sociais para viver o mundo real, com todas as nuances que ele traz. Tenha coragem de dar um passo atrás, redirecionar o seu caminho, refazer suas escolhas, e divirta-se durante sua jornada. Meça sua satisfação olhando para dentro, e não para o número de “curtidas”. Uma frase que eu nunca canso de dizer é “não espere o final para ser feliz”. E entenda este texto como um pouco mais do que um texto de auto-ajuda. Entenda como uma sacudida dada pela sua amiga.

É normal que as coisas não aconteçam como o esperado. O que não é normal é aceitar qualquer realidade além daquela que te faça feliz. Então, hora de ser feliz e realizar sonhos…de verdade!

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